Sobre este episódio
Em janeiro de 1993, a Polícia Federal cumpriu mandado na casa de Castor de Andrade. O que encontrou lá — uma caderneta com nomes, valores, dependências — mudou a história do jogo do bicho no Brasil. Neste episódio, reconstruímos a Operação Cachaça em detalhe: como foi montada, como aconteceu, quem caiu, o que restou depois.
Transcrição
4 de janeiro de 1993, 5 da manhã. A Polícia Federal cumpre mandado na casa de Castor de Andrade em Ipanema. Prende Castor. Prende Anísio Abraão. Prende Aniz. Prende, no total, dez dos 16 patrões da cúpula do bicho carioca. Mas o achado mais importante da Operação Cachaça foi um caderno. Manuscrito. Letra do próprio Castor. Registro detalhado: quanto entrava em cada banca, quanto saía, pra quem — policiais, políticos, juízes, dirigentes de escola de samba. A caderneta virou personagem público. Castor foi condenado em 1994, cumpriu pena atenuada, morreu em 97. Anísio morreu antes da condenação. Aniz Abraão David herdou a operação remodelada, continuou no carnaval. 33 anos depois, o bicho no Rio é diferente — pulverizado, digitalizado, sem cúpula centralizada. Mas a Cachaça mostrou algo permanente: o bicho é investigável. Não é intocável.
Rota canônica no site
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Fontes citadas
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História completa da Operação Cachaça em deunobicho.online/operacao-cachaca. Com cronologia, personagens e desdobramentos.
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